sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
VOCÊ PODE SER CONTRA O ABORTO SEM SER CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO!!

1) Os números já são drásticos: aproximadamente mil mulheres morrem por ano ao realizarem abortos na clandestinidade. Fora essas, estima-se que 2 milhões de abortos clandestinos são realizados por ano. Essa soma é apenas aproximada porque é ilegal. Se o aborto fosse legalizado, o governo teria oficialmente o número de abortamentos, poderia controlá- los e saberia onde tem mais ou menos abortos para tentar diminuir este número. Se o aborto é crime não se tem controle, o número de abortos não diminui, mais mulheres morrem, mais pessoas são presas e o governo não pode fazer nada para mudar isso.
2) Em todos os países ocidentais em que o aborto foi legalizado há anos, observa-se cada vez mais uma diminuição do número de abortos. Quando se legaliza, fala-se mais sobre o assunto aumentando a informação para poder evitar.
3) Em quase nenhum país ocidental em que o aborto é legalizado, ele pode ser feito após 3 meses de gestação. Portanto, essas fotos que mostram abortamentos de bebês grandes e formados são enganadoras. Não será permitido aborto após 3 meses de gestação!
4) As clínicas clandestinas lucram muito no comércio ilegal de abortamentos, que é sustentado por pessoas ricas que fazem o aborto num dia e saem no outro sem problemas e ainda dizendo publicamente que são a favor da vida. O problema fica com as mais pobres, na maioria negras. Criminalização aumenta a hipocrisia e os bolsos de muita gente.
5) Se o aborto for legalizado nenhuma mulher será obrigada a abortar. Quem é contra poderá manter sua opinião.
6) Legalizar o aborto não é incentivar o aborto. Junto com a legalização, o Estado vai reforçar campanhas de educação sexual, direitos sexuais e reprodutivos, aumentar o acesso de mulheres e homens para os métodos contraceptivos, como também aos métodos de uma gravidez saudável. Abortar não é algo prazeroso, mas se alguma mulher precisar fazer, que ela não seja presa e tenha assistência para isso.
7) Se você pensa que a legalização do aborto vai encher os hospitais de milhares de mulheres querendo abortar, não sobrando espaço para as que querem dar à luz, isso é mentira. Os hospitais já estão cheios e gastando com mulheres que abortaram na clandestinidade e quase morreram por causa disso. Isso sai muito mais caro para os hospitais.
Se você pensa que com a legalização do aborto, você mata 1 vida, com a criminalização do aborto você mata mais vidas: a do feto e a de milhares de mães que morrem tentando o processo de abortamento.
9) A legalização não defende que abortar é bom. Se você pensa que abortar é ruim, abortar na clandestinidade, ser presa ou até morrer é muito pior.
10) Ser contra o aborto é decidir por você. Ser contra a legalização do aborto é decidir por todas. Ser contra o aborto é não achar certo fazer um aborto. Ser contra a legalização do aborto é ser a favor da morte de milhares de mulheres.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
De coragem e esperança.

Conquistamos, depois de várias reuniões de negociação com a reitoria, mediadas pela esquerda da câmara de vereadores, pressão pela realização de eleições livres pro DCE até a segunda quinzena de novembro desse ano, com intervenção do TRE. Caso não aconteçam, o DCE deixará de ser reconhecido pela reitoria e perderá a sede e o recurso que lhe passam mensalmente. A ministra dos direitos humanos, Maria do Rosário, além de receber alguns estudantes envolvidos, marcou uma audiência com o reitor pra tratar dos temas das violências e da não democracia na universidade. O secretário dos direitos humanos do estado, Fabiano Pereira, bem como a secretária de mulheres do estado, Márcia Santana, nos receberam e nos deram muito apoio. As vereadoras Sofia Cavedon, Fernanda Melchionna e o Todeschini estiveram presentes em muitas noites e em diversas reuniões, fazendo muita diferença.
quinta-feira, 31 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011
"É a indignação que faz a consciência" de classe.

quarta-feira, 9 de março de 2011
Será possível mudar o mundo?

"É certo que mulheres e homens podem mudar o mundo para melhor, para faze-lo menos injusto, mas a partir da realidade concreta a que “chegam” em sua geração. E não fundadas ou fundados em devaneios, falsos sonhos sem raízes, puras ilusões.O que não é porém possível é sequer pensar em transformar o mundo sem sonho, sem utopia ou sem projeto. Possivelmente, um dos saberes fundamentais mais requeridos para o exercício de um tal testemunho é o que se expressa na certeza de que mudar é difícil, mas é possível. É o que nos faz recusar qualquer posição fatalista que empresta a este ou àquele fator condicionante um poder determinante, diante do qual nada se pode fazer." (Paulo Freire, Pedagogia da Indignação, Unesp, 1997.) Ainda bem.
Hoje, lendo o editorial do Brasil de Fato, refleti profundamente sobre a viabilidade de a nossa geração materializar mudanças sociais, políticas, econômicas relevantes agora e num próximo período.
domingo, 6 de março de 2011
Teoria da Conspiração
Nos calamos, neste instante e uma centena de vezes ao dia, consentindo, quase sempre, com a injustiça estabelecida: são fomes, são medos e são mortes, são imposições e são mentiras que de tão cotidianas chegam a cheirar a normalidade. Eles têm suas livrarias, suas universidades, têm seus mercados imensos que é onde vendem seus venenos; têm suas armas, de fogo, de terra e de água e fazem da nossa terra o seu lugar de gozo, de consumo e de exploração, de inescrupulosa exploração.
Eles, a quem me refiro, têm nome. Nomes pomposos, de difícil pronuncia. Rockfeller, Johannpeter, Odebrecht, Steinbruch, Alckmin e outros de pronuncia mais simples, mas não menos poderosos, como Marinho, Maia, Batista, Safra, Diniz. São empresários políticos e são políticos empresários, que trabalham e fazem política em defesa da sua classe.
Eles produzem muito mais carros do que as nossas estradas e nossos pulmões podem suportar. Eles atropelam ciclistas. Eles têm emissoras de televisão e de rádio, as maiores, que alcançam a maioria. E eles a convencem que ser como eles é a utopia mais bacana. Estamos cegos frente a tantos entulhos que inventam, frente a tantas necessidades que fabricam.
Eles estão por toda parte, apesar de serem poucos. O seu poder é tanto que até onde não estão eles estão. Eles, os fariseus dos nossos tempos, criam as leis que não cumprem. E criam tanta lei, que é para que, justamente, ninguém as possa conhecer.
Eles exterminam a juventude e assim vão exterminando, no seu projeto, toda a vontade de revolução. O planeta geme as dores da morte, não somente por causa das fábricas deles que matam a terra, o ar e as águas, mas especialmente porque, sem qualquer pudor eles matam o povo desta terra. E sem qualquer pudor matam, aos poucos, a possibilidade de organizar-nos, porque ao lado da miséria, do lixo e da violência, eles também produzem egoísmo e medo.
Eles têm unidade, têm estratégia e têm táticas. Usam sempre boas roupas e têm bons sorrisos.
Eles inventaram uma modalidade de machismo mais adequada ao seu tempo, que dá preço às mulheres, as descarta se não obedecem ao padrão. E eles maquiam o seu racismo, o chamam ultrapassado e morto, e o dizem precisamente porque este mesmo racismo é o que assegura os seus bolsos cheios e suas mesas fartas.
Eles não têm escrúpulos. Com eles não se é possível negociar. Não nos enganemos.
A maioria de nós trabalhamos para eles em troca da nossa sobrevivência, e para eles é que pagamos as nossas contas, no início de cada mês. Eles têm poder sobre os nossos braços: mandam trabalhar 8, 9, até 10 horas por dia com uma folga por semana e no resto do tempo mandam cruzá-los. E assim estamos, com os braços cruzados e cansados de tanto trabalhar e esperar.
Tentam parecer imbatíveis, mas não são. Apesar de afirmarem ilogicamente que é o seu capital que move o mundo, já sabemos que na verdade são as trabalhadoras e os trabalhadores que o fazem. E bem que poderiam simplesmente parar de fazer, parando assim o mundo, e rumá-lo em outra direção. Esse sistema que produz 5 milhões de desterrados e muito mais de cem milhões de miseráveis no Brasil, também produzirá um povo indignado e irreverente que, organizado em todas as frentes, parirá o novo tempo. E nada mais será relativo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Palavras que valem compartilhar: Vandré, por Mauro Iasi.

De todas as mortes que carrego,
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Hora de partir.
Falo daquele sonho antigo que tanta gente sonhou e não sonha mais. Aquele sonho que nos relega, as e os jovens militantes, à condição de idealistas, por sonhá-lo.
E eu não falo do socialismo, ainda que volta e meia eu faça uma defesa dele. Falo de algo ainda mais saboroso, mais colorido, mais inteiro, mais essencial e ainda mais humano, que está por vir.
É de comunismo que uns chamam. Mas nós, cristãs e cristãos, gostamos de chamar de Civilização do Amor. E eu acho um nome bem apropriado.
A vontade de escrever dela, desta civilização, veio de longe. Mais precisamente da Venezuela, de uma cidadezinha que se chama Los Teques.
Lá, entre montanhas, num clima parecido com o do sudeste brasileiro, vivemos um Congresso Latino americano das Pastorais da Juventude.
Por mais que o clero local, que organizou o evento, tentasse abafar, estava presente todo o tempo, de algum modo, sinais del gobierno revolucionário.
( Lá, a igreja é inimiga do governo porque o governo garante que o estado seja laico. E as escolas católicas correm o risco de serem extintas, tendo em vista que, num país democrático, a educação também deve ser laica.
Lá, ao invés de o governo sair por aí construindo casas nos confins das cidades para “solucionar o problema” da moradia, existem os consejos comunales que são conselhos comunitários onde a comunidade se organiza pra acessar recursos públicos e a decidir a forma como os utilizará. Com esse recurso constroem casas, estradas, escolas, investem em cooperativas solidárias, em melhorias diversas. E o coletivo não é massacrado pelo indivíduo. E o indivíduo não é massacrado pelo coletivo.
Lá, nas esquinas, ou em entradas de galerias, ou em bancas de jornal se vendem leis e a constituição federal. Lá as pessoas compram leis e mais do que isso, lá as pessoas conhecem as suas leis.
Lá acontecem feiras de La revolucion alimentaria, onde se vendem produtos de qualidade com o menor preço. Lá a fome está sendo extinta, assim como foi extinto o analfabetismo e o medo. )
O congresso latino americano das PJs valeu pelos encontros que promoveu. Pela galera linda, de luta e de fé que reuniu.
E não sei se resistiremos, pois temos praticado algo como uma auto-censura, que é filha do medo de morrer, que nos inculcaram. Nós mesmos, jovens da Teologia da Libertação, temos medo de assim nos dizermos.
É nesse tempo que sinto viver, dentro da nossa igreja. Tempo de farta colheita, de inúmeros jovens lutadores, militantes esclarecidos, e de uma igreja velha que não suporta nossa beleza e nos ameaça de morte.
E assim apartamos nosso sonho da nossa prática, e, mesmo avistando um horizonte lindo lá na frente, rumamos por outro caminho, que não leva para lá, obedecendo a quem nos nega. E temos medo, nem sei mais do quê.
